João Fernandes, SJ (3)

Identificador: 
P-4853
Nome: 
João
Sobrenomes: 
Fernandes, SJ (3)
Assunto: 
Gênero: 
Masculino
Data de nascimento: 
1600
Lugar de nascimento: 
Ponte de Lima
Data de falecimento: 
29/01/1686
Cristão novo: 
No
Observações: 

Jesuíta coadjutor (irmão). «Natural de Ponte de Lima, onde nasceu por 1600. Entrou na Companhia, na Baía, em 1629, e dois anos depois estava no mesmo Colégio, com 31 anos, e era ferreiro ('faber ferrarius', Cat. de 1631 ). Era dotado de perícia na sua arte. E também de boas forças e prudência. Fizeram-no soto-ministro e deputaram-no para ir com um Padre (Matias Gonçalves), e parece que duas vezes a Pernambuco para alentar o movimento restaurador contra os invasores holandeses (1645-1646). E depois, tratando-se de restaurar também a Missão do Maranhão, destinaram-no a ela, aonde chegou com outros a 29 de Abril de 1653. Durante o motim de 1661 por causa da liberdade dos índios, foi desterrado para Lisboa, voltando dois anos depois, e começou-se a reorganizar a Casa do Maranhão. Conhecem-se alguns trabalhos que então realizou o Ir. João Fernandes, plantou um grande bananal na Ilha de S. Francisco e um laranjal (de laranjas da China e da terra), abriu poças para o gado ter água, e começou um poço, que mais tarde se concluiu e deu água em abundância, e, com os Irmãos Manuel Rodrigues e Manuel da Silva, fundou as Salinas da mesma ilha. Foi também ele que tirou a pedra da Ilha de S. Francisco para a Igreja nova do Maranhão, pedra que o Ir. Manuel Rodrigues conduzia para o porto do Colégio e se armazenava até começarem as obras. Não consta ao certo da sua actividade como ferreiro, mas deve ter sido considerável, ao menos como dirigente, nas obras que então se construíram, quer ao tempo do P. António Vieira, quer no período seguinte. Residia no Colégio do Maranhão, quando sobrevieram novas perturbações em 1684 (o 'Motim do Estanco'), sendo outra vez exilado. Tinha então 84 anos de idade, velhinho e doente. Ofereceram-lhe os amotinados que ficasse nalgum convento, mas respondeu que não queria apartar-se dos seus Irmãos e para onde eles fossem, ele iria. Levaram-no em uma rede até o mar- O navio, em que navegava, chegou ao Ceará. Aí dividiram-se os Padres, tornando parte a embarcar, caindo nas mãos dos piratas. Ele foi dos que ficaram em terra. Há alguma dificuldade em seguir-lhe os passos, e diz-se que chegou a ir a Lisboa. O mais certo é que seguiu para Pernambuco, porque aí faleceu a 29 de Janeiro de 1686.» (Leite, Serafim, Artes e ofícios dos jesuítas no Brasil, 1549-1760)

Cargo ou Função:
Id ATLASCargo ou FunçãoLugarDescrição do LocalDesdeAté
40619Ingresso na Companhia de JesusCidade de Salvador da Bahia1629
Referencias Bibliográficas
Como citar este verbete: 
"João Fernandes, SJ (3)". In: Base de Dados BRASILHIS: Redes pessoais e circulação no Brasil durante o periodo da Monarquia Hispânica (1580-1640). Disponível em: https://brasilhis.usal.es/pt-br/personaje/joao-fernandes-sj-3. Data de acesso: 04/02/2023.