Luís Antunes

Identificador: 
P-2217
Nome: 
Luís
Sobrenomes: 
Antunes
Assunto: 
Gênero: 
Masculino
Data de nascimento: 
1555
Lugar de nascimento: 
Évora
Cristão novo: 
Observações: 

Boticário; Comerciante; Carregador
Boticário, comerciante, morador em Olinda; Carregador de açúcar em 1595
Recebeu carta de boticário, em 1591, para atuar em "Pernambuco e nas partes do Brasil".
Nas denunciações e confissões de Pernambuco (1593-1595) aparece como denunciante contra João Soares Pereira, de 22 de novembro de 1593, quando diz ser natural de Évora, ter 38 anos pouco mais ou menos, ser filho de Rui Gomes (ourives) e Guiomar Lopes, ambos cristãos-novos. Casado com Maria Álvares, cristã-nova.
No processo contra João Soares Pereira, Luís Antunes informa que quando era aprendiz em Lisboa, na botica de Garcia Nunes (que ficava defronte a Madalena), por volta de 1575, foi à prisão onde estava o réu (estava preso na sala grande da cadeia). Estando aí, afirma que João Soares Pereira havia lhe solicitado "hũa pequena de escamonea bem moida" e ele suspeitando que ele pedia tal veneno para matar alguém, lhe disse que não lhe daria porque era temente a Deus e que não queria ir ao inferno. A partir dessa declaração de Luís Antunes, João Soares Pereira teria respondido que o inferno não existia, o que havia deixado o boticário escandalisado, já que o réu era cristão-velho, natural do Porto, e sempre o tomou por ser homem discreto.
Em 17 de agosto de 1595, Luís Antunes é denunciado pelo Padre João Baptista. O denunciante dizia ser flamengo, natural de Holanda e com 42 anos de idade. Era sacerdote, pregador e confessor da Companhia de Jesus e naquele momento ministro do Colégio de Pernambuco. Disse o denunciante que por volta de 1593, estava ele com outro religioso em loja localizada na rua de João Eanes, para comprar castiçais, nessa mesma loja estava Luís Antunes comprando tecidos para dar a sua mãe, que lhe havia pedido para uma "mortalha nova". Disse o denunciante que não pensara que o boticàrio atuasse por malicia, mas que havia decidido denunciar a Luís Antunes em virtude de saber que o pai do boticário havia sido denunciado, cinco dias antes, por Cibaldo Lins,
O pai de Luís Antunes, o ourives Rui Gomes, além da denúncia de 12 de agosto de 1595 feita por Cibaldo Lins, já havia sido denunciado duas vezes por João Picardo, uma em 31 de agosto de 1595 e outra, anterior, em 24 de agosto de 1594,. Todas as três denúncias contra Rui Gomes eram por ele não trabalhar nos sábados e usar roupas novas e/ou limpas nesse dia.
Além do pai de Luís Antunes, também a esposa do boticário, Maria Álvares, aparece implicada em processos: uma vez como denunciante (22 de novembro de 1593) contra Beatriz Mendes; e como denunciada, em 23 de novembro de 1593, por Maria de Faria (por blasfêmia). E ainda no processo contra Bento Teixeira, em 17 de setembro de 1595, quando ele a aponta como testemunha.
Outro membro da família de Luís Antunes que aparece nos processos inquisitoriais é a sogra, Catharina Álvares, em 13 de janeiro de 1594, denunciada por Catharina de Lemos.

Cargo ou Função:
Id ATLASCargo ou FunçãoLugarDescrição do LocalDesdeAté
40633BoticárioPernambuco1591
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PersonagensRelaçãoPersonagensOperações
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Propiedades: 
Referencias Documentales
Referencias Bibliográficas
Como citar este verbete: 
"Luís Antunes". In: Base de Dados BRASILHIS: Redes pessoais e circulação no Brasil durante o periodo da Monarquia Hispânica (1580-1640). Disponível em: https://brasilhis.usal.es/pt-br/node/171. Data de acesso: 17/07/2024.