Diogo de Araújo Lisboa

Identificador: 
P-6348
Nombre: 
Diogo
Apellidos: 
de Araújo Lisboa
Asunto: 
Género: 
Masculino
Fecha de nacimiento: 
1602
Lugar de nacimiento: 
Lisboa
Cristiano nuevo: 
No
Observaciones: 

Diogo de Araújo Lisboa era cristão velho, natural da freguesia de São José, Lisboa. Filho de Gonçalo Gonçalves e Catarina Pires, já defuntos em 1642. Os pais moraram na freguesia onde ele havia nascido. Aparece no processo como barbeiro e capitão. Em sua confissão, de 24/09/1646, em Lisboa, disse "que não tem ofício, e vivia da sua indústria no estado do Grão Pará onde era morador". Em outra confissão, mencionava que viajava tanto porque "queria tratar de fazer alguma saída para ver se podia ajuntar mais cabedal", "como fazem saídas outros homens"(folios 11v-12).

Por volta do ano de 1617, chega ao Brasil com a comitiva do Governador Geral Dom Luís de Souza (conforme testifica o Alferes Felipe da Costa, em 1642, folio 18v). Depois de chegar ao Brasil, decide residir na Capitania de Itamaracá, por alguns anos. Trabalhava no engenho de Antônio de Olanda onde conheceu a futura esposa Madalena Pereira de Carvalho. Entre 1624 e 1628, consertam o matrimônio entre os dois.
Madalena Pereira de Carvalho, nascida em Pernambuco (em 1617), era filha de Simão Carvalho, que também vivia no engenho referenciado. O pai dela havia sido soldado antes de trabalhar no engenho. O casamento ocorreu na freguesia de Goiana, em 1628. Esteve casado com ela durante nove anos. Depois de casados, decidem residir na Paraíba. Por volta de 1634, quando "o inimigo holandês tomou a cidade da Paraíba se passara com tal a este Reino onde outrossim vivieram" até 1639.

Diogo de Araújo viveu em Lisboa nos intervalos em que não estava viajando ou envolvido com as armadas. Em 1636 esteve em Pernambuco na companhia de Matias de Albuquerque (conforme depoimento do soldado Pero Fernandes, folio 17). Em 1639, esteve novamente no Brasil "na armada em que foi por General o Conde da Torre deixando nesta cidade a dita sua mulher Madalena Pereira". Quando viajou, em 1639, deixou ordenado que lhe dessem provisão e dez mil réis que havia deixado para seu sustento. Em outra das viagens que fez, em 1638, deixou testamento (13/12/1638, folios 41 a 49). Nesta ocasião, foi como sargento e estava na companhia de Domingos Miranda de Araújo, capitão da infantaria "que ora vai nesta armada de socorro no Brasil e vai para lá servir". Nesta viagem, mencionava que estava doente e havia decidido deixar testamento, elegendo por sua única herdeira a esposa Madalena Pereira.

Em 1640, volta novamente a Lisboa. Ficando desta vez, somente dois meses. Viajou, desta vez, para Cabo Verde "com intento de cobrar de Jeronimo Cavalcante, governador daquela ilha, duzentos mil réis que lhe devia". Conseguiu cobrar a dívida em peças de mercadorias, como vinhos. Estas mercadorias vai vender na capitania do Pará quando voltar ao Brasil. Em alguns depoimentos aparece também que comerciava com escravos e outras fazendas (folio 20, depoimento de Salvador Saraiva e Silva).

Por este período, recebeu informação (que depois verificou ser falsa) que havia falecido sua mulher Madalena Pereira, em carta de Antônio de Madureira. Vai para o Maranhão, onde não permaneceu por muito tempo, decidindo fixar-se na cidade de Belém. Estando em Belém, depois de quatro ou cinco meses, contrata matrimonio com Maria Filgueira de Mendonça (também referida como Maria da Esperança). Esta segunda esposa era filha de Amaro de Mendonça Furtado, que então atuava como ouvidor e auditor da gente de guerra. Considerado como um dos principais da localidade, havia, anteriormente, "se ocupado da governança da cidade".

Logo após o casamento, em 1642, recebe notícia de um marinheiro, Jeronimo Bezerra (que em 1646 encontrava-se cativo em Argel), de que sua primeira mulher ainda estava viva. Neste mesmo ano, várias pessoas decidem denunciá-lo em Lisboa, inclusive sua primeira mulher (09/09/1642, folio 55-56v). Quando descobre o sucedido, decide ir a Lisboa confessar e pedir misericórdia, mas é persuadido por Pero de Albuquerque, que ia para o Brasil como futuro Governador do Maranhão. Pero de Albuquerque disse a Diogo de Araújo Lisboa que deixasse com o Vigário Geral da capitania do Maranhão o caso por ser "mais fácil por haver falecido a dita Madalena Pereira no navio em que ele governador passou deste Reino aquela conquista". O governador lhe havia escolhido "para lhe assitir nas fortificações daquela praça por ter notícia da arte de fortificar". Com a morte do governador, Diogo de Araújo Lisboa perdeu o favor deste e foi preso pelo Ouvidor Geral Francisco Barradas de Mendonça. Sendo depois remetido para Lisboa.

Em 1646, vai ser denunciado e vai estar preso no Maranhão por algum tempo (cadeia da cidade São Luís), acusado de bigamia.
Como sentença, vai ser degredado para África.

Relacionado con:
PersonajeRelaciónPersonajeOperaciones
Amaro de Mendonça FurtadoFamiliar → SuegroDiogo de Araújo LisboaVer Amaro de Mendonça Furtado
Madalena Pereira de CarvalhoFamiliar → CónyugeDiogo de Araújo LisboaVer Madalena Pereira de Carvalho
Pedro de AlbuquerqueMilitar → SuperiorDiogo de Araújo LisboaVer Pedro de Albuquerque
Maria Filgueira de MendonçaFamiliar → CónyugeDiogo de Araújo LisboaVer Maria Filgueira de Mendonça
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"Diogo de Araújo Lisboa". En: BRASILHIS Database: Redes personales y circulación en Brasil durante la Monarquía Hispánica, 1580-1640. Disponible en: https://brasilhis.usal.es/es/personaje/diogo-de-araujo-lisboa. Fecha de acceso: 20/07/2024.